julho 24, 2007

Homenagem ao Ancião



C h e g a da ..


Inspirado no Livro de Eclesiastes, cap.12



Meu caminho desembarca o tempo
Meu recordar atrasa o calendário
Meus relógios estão adormec-idos
Prá dominar minha veloc-idade

Meu remédio escra-visa a saúde
Meu di-vagar acidenta o tráfego
Meus aviões estão envelhec-idos
Prá algemar a minha vaidade

Meu coração prece-pita na curva
Meu alegrar interdita o baile
Meus atletas estão desvanec-idos
Prá derrotar a minha primazia

Meu feriado desconstrói a má-quina
Meu silenciar inquieta a cidade
Meus decibéis estão ensurdec-idos
Prá libertar a minha multidão

Meu habitat permanece no- turno
Meu observar embaça o uni-verso
Meus candelabros estão enfraquec-idos
Prá iluminar minha visão de DEUS



Abima-EL

julho 11, 2007

desespero

"Dai voltas às ruas da Cidade, e vede agora, e informai- vos, e buscai pelas
suas
praças a ver se podeis achar um homem, se há alguém que pratique a
justiça, que
busque a verdade; e eu lhe perdoarei a
ela".


Jeremias 628 AC




Sinal Vermelho


No vermelho do sinal
O olhar do desigual
Fotografa o doblô
Imagino a pulícia
Toda aquela imundícia
E eu cum cara de atô

No vermelho do sinal
Como aquilo me fáiz mal
Afinal eu sô dotô
Toda vez tem um minino
Fecho logo os quatro pino
E a esmola eu num dô

No vermelho do sinal
Tá se tornando normau
Acontecê um horrô
Tântu fáiz o impresário
como a vovó de rosário
O negócio isculhambô

No vermelho do sinal
Aprendí a pensá mau
A não ouvir o clamô
De gente que tá cum fômi
Que fáish tudo pá sê ômi
Mais ninguém lhe dá valô

No vermelho do sinal
A mãe amostra o mingáu
Ou as criança cum dô
Ás vez é incenação
Dá uma raiva du cão
Lhe fazê algum favô

No vermelho do sinal
Já se ispera o fatal
Dependend-de ôndi eu tô
É tanta inseguransa
Arma na mão de criança
E num se prende o autô


Abima-EL



abril vermelho













Abima-EL