julho 11, 2007

Sinal Vermelho


No vermelho do sinal
O olhar do desigual
Fotografa o doblô
Imagino a pulícia
Toda aquela imundícia
E eu cum cara de atô

No vermelho do sinal
Como aquilo me fáiz mal
Afinal eu sô dotô
Toda vez tem um minino
Fecho logo os quatro pino
E a esmola eu num dô

No vermelho do sinal
Tá se tornando normau
Acontecê um horrô
Tântu fáiz o impresário
como a vovó de rosário
O negócio isculhambô

No vermelho do sinal
Aprendí a pensá mau
A não ouvir o clamô
De gente que tá cum fômi
Que fáish tudo pá sê ômi
Mais ninguém lhe dá valô

No vermelho do sinal
A mãe amostra o mingáu
Ou as criança cum dô
Ás vez é incenação
Dá uma raiva du cão
Lhe fazê algum favô

No vermelho do sinal
Já se ispera o fatal
Dependend-de ôndi eu tô
É tanta inseguransa
Arma na mão de criança
E num se prende o autô


Abima-EL



Nenhum comentário: