março 28, 2008

Quase Duzentos esTAM mortos

Se em teu formoso céu risonho e límpido, aviões sem manutenção transitam perigosamente, Aqui em baixo os filhos deste solo brigam com funcionários de faces plácidas pelos primeiros lugares nessas naves que desafiam a própria morte.

Um sonho intenso dormem passageiros de todas as idades nos pisos dos aeroportos até que o sol da liberdade brilhe no céu da pátria num instante.

Outros, andando e telefonando de um lado para outro, tentam, com braço forte, ser ouvidos nos balcões aos brados retumbantes.

Paz no futuro é o que prometem autoridades do governo e
sistema aeroviário, enquanto a população relembra com saudades a glória no passado esperando que algum dia um filho seu que não foge à luta erga a clava forte da justiça com autoridade.

As empresas aéreas brasileiras, gigantes por sua própria natureza, precisam voar menos para aprenderem a diferença entre passageiro e passagem, e a não fazerem desta, o penhor dessa igualdade.

Até que chegue esse dia teremos a triste imagem de quase DUZENTOS cruzeiros que resplandecem nos céus de nossa Pátria amada e idolatrada.

Salve, Salve, depressa.



AbimaEL

perve CIDADE

No turbilhão da cidade
O epicentro do máu
Um açalto na farmácia,
Nas pessoas vi-olência
Todo mundo se droggano
Nem todo mundo se culpa
A droggaria alivia
E o vagabundo alicia
Liberdade assustada,
Liberdade bagunssada.

San duixe Americanu,
O dólar Atrapalhano.
Celulares dirigino
avenidas de din-êro.
Sensores pra perseguir
as fila de motorista
Importado num se importa
cum a fome nacional.
Liberdade nunca tarde
Liberdade vai naiscer

Evangélicos na mídia
O demônio não TiVê
Jezuis é qui acridita
naisch pessôa do ashfalto.
Vendedores que assaltam
Uzouvido do povão
O minino Semvergonha
Que trabalha no sinal
Liberdade é-qui-distante
Liberdade escravizada

A pulícia e o malândru
no cinema da famílha
O bandido corre mais
O soldado num tem jeito
Porque sempre corre atrás.
O país tem muito jogo
Escola num cabe todos
Cadeia num cabe mais
A liberdade é saber
A liberdade vai vai ver


Abima-EL

Pobrevivendo

cliente comprando,
vendedor competindo,
miserável pedindo,
malandragem aplicando,

devedores pagando
pagadores devendo
especuladores torcendo
agiotas emprestando

apostador estimando
investidores agindo
bancos extorquindo
financeiras abusando

trabalhadores quitando
patrões exigindo
salários sumindo
mulherada gastando

supermercado aumentando
atacadista retendo
camelô concorrendo
dona de casa pesquisando

haeckers imaginando
internet vendendo
banqueiros obtendo
povaréu apostando

empresários faturando
seguradoras recebendo
telefônicas querendo
imposto de renda tomando

plano de saúde enganando
aposentadoria reduzindo
poder de compra caindo
velhinhos esperando

economista calculando
brasileiro falindo
presidente traindo
meia dúzia lucrando

ricos acumulando
multinacional enriquecendo
amigos se escondendo
políticos desviando

turista humilhando
hotéis oferecendo
adolescente se vendendo
cafetina explorando

traficantes lavando
classe média cedendo
todo-mundo tá vendo
violência pipocando

população alisando
juro alto consumindo
autoridade permitindo
serasa assombrando

contratos amarrando
o povo num tá lendo
cartão de crédito comendo
prestadoras levando

funerária ganhando
dignidade morrendo
enfermidade sofrendo
hospital aproveitando

governo se lixando
todo-mundo perdendo
igrejas se fazendo
Deus observando