março 28, 2008

Quase Duzentos esTAM mortos

Se em teu formoso céu risonho e límpido, aviões sem manutenção transitam perigosamente, Aqui em baixo os filhos deste solo brigam com funcionários de faces plácidas pelos primeiros lugares nessas naves que desafiam a própria morte.

Um sonho intenso dormem passageiros de todas as idades nos pisos dos aeroportos até que o sol da liberdade brilhe no céu da pátria num instante.

Outros, andando e telefonando de um lado para outro, tentam, com braço forte, ser ouvidos nos balcões aos brados retumbantes.

Paz no futuro é o que prometem autoridades do governo e
sistema aeroviário, enquanto a população relembra com saudades a glória no passado esperando que algum dia um filho seu que não foge à luta erga a clava forte da justiça com autoridade.

As empresas aéreas brasileiras, gigantes por sua própria natureza, precisam voar menos para aprenderem a diferença entre passageiro e passagem, e a não fazerem desta, o penhor dessa igualdade.

Até que chegue esse dia teremos a triste imagem de quase DUZENTOS cruzeiros que resplandecem nos céus de nossa Pátria amada e idolatrada.

Salve, Salve, depressa.



AbimaEL

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